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HISTÓRIA

(Pouco a pouco, as cidades ao sopé do Monte Titano escolheram fazer parte do Estado de San Marino)

São Marino deixou a ilha de Rab na atual Croácia com seu amigo de uma vida Leo, e foi para a cidade de Rimini como esculpidor de pedras. Após a Perseguição Diocleciana aos seus sermões, ele fugiu para o próximo Monte Titano, onde ele construiu uma pequena igreja e então fundou o que é hoje a cidade e o Estado de San Marino, que é algumas vezes chamada de “República Titânica”.

A data oficial da fundação do que se conhece hoje como República é 3 de setembro de 301. Em 1320, a comunidade de Chiesanuova escolheu juntar-se ao país. Em 1463, San Marino foi ampliando-se com as comunidades de Faetano, Fiorentino, Montegiardino e Serravalle, após as quais as fronteiras do país permaneceram inalteradas. Em 1631, sua independência foi reconhecida pelo Papa.

(Napoleão Bonaparte, um inusitado amigo de San Marino – por ele, o país seria até maior)

O avanço do exército de Napoleão em 1797 apresentou uma breve ameaça à independência de San Marino, mas o país foi salvo de perder sua liberdade graças a um de seus Regentes, Antonio Onofri, que conseguiu ganhar o respeito e amizade de Napoleão. Graças a essa intervenção, Napoleão, em uma carta entregue a Gaspar Monge, cientista e comissário do governo francês para Ciência e Arte, prometeu garantir e proteger a independência da República, até mesmo oferecendo ampliar seu território de acordo com suas necessidades. A oferta foi rejeitada pelos Regentes, com medo de uma futura retaliação de revanchismo de outros Estados.

(Onde as histórias do Brasil e San Marino se cruzam – Garibaldi primeiro deixou San Marino de fora da Itália, depois teve que pedir asilo lá, junto com Anita Garibaldi)

Durante a última fase do processo de unificação italiano no século 19, San Marino serviu como refúgio para muitas pessoas perseguidas por apoiarem a unificação. Em reconhecimento a esse apoio, Giuseppe Garibaldi aceitou o desejo de San Marino em não ser incorporado no novo Estado Italiano.

(Busto em homenagem a Abraham Lincoln no Palácio Público do governo de San Marino)

O governo de San Marino fez do presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, cidadão honorário. Ele escreveu em resposta, dizendo que a república provou que “um governo fundado em princípios republicanos é capaz de ser tão bem administrado, assim como seguro e duradouro”.

Durante a Primeira Guerra Mundial, quando a Itália declarou guerra à Áustria-Hungria em 23 de maio de 1915, San Marino permaneceu neutro e a Itália adotou uma visão hostil da neutralidade de San Marino, suspeitando que o país poderia abrigar espiões austríacos que poderiam ser dado acesso à sua nova estação radiotelegráfica. A Itália tentou forçar um destacamento dos Carabinieri na república e então cortar as linhas telefônicas de San Marino quando eles não cederam à Itália. Dois grupos de dez voluntários juntaram-se às forças italianas na luta do front italiano, os primeiros como combatentes e os segundos como corpo médico operando em um hospital da Cruz Vermelha. A existência deste hospital mais tarde causou a Áustria-Hungria a suspender relações diplomáticas com San Marino.

(San Marino teve um partido fascista no governo – e também foi o primeiro país a ter um governo comunista eleito pelo povo – dicotomias)

De 1923 a 1943, San Marino esteve sob o comando do Partido Fascista Sanmarinese (PFS).

Durante a Segunda Guerra Mundial, San Marino manteve-se neutro, apesar de uma notícia errônea ter sido veiculada no The New York Times de que o país havia declarado guerra ao Reino Unido em 17 de setembro de 1940. O governo sanmarinese transmitiu uma mensagem ao governo britânico deixando bem claro que eles não haviam declarado guerra alguma.

(Forças britânicas no Monte Titano durante a Batalha de San Marino, em setembro de 1944)

Três dias após a queda de Benito Mussollini na Itália, o comando do PFS caiu e o novo governo declarou neutralidade no conflito. Os Fascistas retomaram o poder em 1º de abril de 1944 mas mantiveram a neutralidade intacta. Apesar disso, em 26 de junho de 1944, San Marino foi bombardeado pela Força Aérea Britânica, acreditando-se que San Marino havia sido tomado por forças alemãs e estava sendo utilizado para armazenar suprimentos e munição. O governo de San Marino pronunciou-se no mesmo dia que nenhuma instalação militar ou equipamentos foram localizados em seu território, e que nenhuma força beligerante estava autorizada a entrar. San Marino aceitou milhares de refugiados civis quando as forças Aliadas foram além da Linha Gótica. Em setembro de 1944, San Marino foi brevemente ocupado por forças nazistas, que foram derrotadas pelos Aliados na Batalha de San Marino.

E em um pulo extraordinário digno de San Marino, o país teve o primeiro governo comunista democraticamente eleito do mundo – uma coalizão entre o Partido Comunista Sanmarinese e o Partido Socialista Sanmarinese, que permaneceram no poder de 1945 a 1957.

(Placa comemorativa dos mais de 100 mil refugiados que San Marino, como país neutro na Segunda Guerra Mundial, recebeu em seu território – a placa está dentro do Palácio do Governo do país)